Vídeo-aula 28: Bullying - Kátia Pupo





A aula aborda o conceito de Bullying (ou violência moral) esclarecendo o fenômeno que, embora presente há tempos na sociedade, vem preocupando aos educadores pela incidência crescente entre crianças e jovens. A partir de uma retomada histórica, propõe uma reflexão sobre o tema, apresenta a situação no Brasil e aponta alternativas para o manejo das situações que envolvem o fenômeno, assim como, ações preventivas que podem minimizar a incidência do problema nas escolas.



O termo foi adotado do inglês pela falta de um termo em português que desse conta de tudo que o define: atitudes agressivas intencionais e repetitivas.

Uma característica forte é a desigualdade entre quem pratica e quem sofre.

Esse tipo de experiência entre os jovens é relatado por eles como algo inevitável.

Não é um fenômeno novo. Envolve crianças e jovens e até adultos.

As situações de Bullying podem ter testemunhas (até pessoas adultas). A vítima/alvo tem vergonha d edenunciar (e medo).

Há diferença entre bricadeira d emau gosto e bullyng:
para ser bullying precisa ser repetitivo e intencional.
dura um certo tempo.
nas ações de bullying, não há uma justificativa (não é uma reação)
desequilíbrio de poder

É difícil definir um perfil d evítima de Bullying:
costumam ser crianças mais tímidas, com dificuldade de socialização
há na vítima alguma característica que faz com que ela seja vítima de bullying (um jeito diferente)
muitas vítimas tornam-se agressores


Também não é fácil classificar os agressores:
de ambos os sexos
costumam desrespeitar as regras
têm dificuldade para lidar com autoridade
mentem


Espectadores
ativos (estimulam) ou
passivos (não se manifestam)
obs.: se o espectador se manifestasse contra, não haveria tanto bullying.

Há também o Bullying virtual.
duradouro
de grande divulgação
anonimato
maioria de adolescentes
passível de ação penal




____________________________________________
DUAS Entrevistas com a Dra Ana Beatriz

1. Vídeo: PROGRAMA SEM CENSURA

2.
Qual o papel da escola para evitar o bullying?
Ana Beatriz: A escola é corresponsável nos casos de bullying, pois é nela que os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam. É ali que os alunos deveriam aprender a conviver em grupo, respeitar as diferenças, entender o verdadeiro sentido da tolerância em seus relacionamentos interpessoais, que os norteiam para uma vida ética e responsável. Infelizmente, a instituição escolar é o cenário principal dessa tragédia endêmica, que por omissão ou conivência, facilita a sua disseminação. A direção da escola (como autoridade máxima da instituição) deve acionar os pais, o Conselho Tutelar, os órgãos de proteção à criança e ao adolescente etc. Admitir que o bullying ocorre em 100% das escolas do mundo todo (públicas ou privadas) é o primeiro passo para o sucesso contra essa prática indecorosa. Mudanças estruturais educacionais são imprescindíveis.


Disponível em: http://delas.ig.com.br/filhos/o+bullying+e+um+ato+covarde/n1237619654324.html. Acesso em: 27 out. 2011.

Vídeo-aula 27: Praticas de cidadania: desenvolvimento e elaboração de projetos - Patricia Junqueira Grandino


A elaboração e desenvolvimento de projetos de atenção à comunidade, e seus pressupostos psicossociais, são a base desta vídeo-aula.





Contextualização (conceitos em que a vídeo-aula está baseada): perspectiva psicossocial que entende a realidade social como um processo de construção histórico social. E essa perspectiva analisa a realidade social a partir das implicações de várias lógicas que determinam historicamente as transformações que acontecem na história humana. O sujeito é produtor e determinado pelas conjunções históricas e culturais. A aquisição de conhecimento também se dá por acúmulo histórico que a sociedade produz e que formam o processo de produção de sentido. Esse processo e dialético.
Quando um projeto é instalado segundo conceitos científicos acumulados, pressupondo uma simples transmissão, sem considerar a realidade social, cultural e histórica do grupo que será trabalhado pode gerar uma rejeição e uma negação do projeto.
Pensando nas perspectiva das práticas de cidadania, é importante reconhecer as características e o contexto de vida da determinada realidade social com a qual pretendemos trabalhar e estabelecer parceria objetivando uma regulação dos saberes.
Elementos necessários para alcançar não só a elaboração mas também a implementação dos projetos de atenção direta.
Em um primeiro momento é necessário fazer uma incursão ao campo que se pretende trabalhar (conversas com representantes da comunidade);
É importante que se estabeleça parceria com representantes da comunidade;
Levantamento das demandas da comunidade;
Problematizar as demandas (diferenciando-as de queixas) procurando as causas do problema.

Etapas a serem pensadas em um projeto: contexto, caracterização, objetivos, público alvo, estratégias, resultados esperados e cronograma.


Vídeo-aula 24: diversidade / pluralidade cultural na escola – Daniele

Na aula “Diversidade/Pluralidade Cultural na Escola” busca-se expor como o tema da diversidade cultural/étnica toma novos contornos a partir do final da década de 1990, com a publicação de parâmetros e diretrizes educacionais, além novas leis e definições sobre o tema. Para levantar questões sobre o complexo e urgente desafio de se lidar com as diferenças, que se multiplicam e deslocam no contexto escolar, analisam-se as seguintes categorias: O outro como fonte de todo mal; O outro como sujeito pleno de uma marca cultural e O outro como alguém a tolerar.




O Vídeo possui um conteúdo denso, de difícil síntese pois todos os aspectos levantados pela professora são muito pertinentes e seus comentários são bastante esclarecedores (é difícil deixar de citar algum deles).

Partindo da relação entre o tema da diversidade / pluralidade e a escola, a professora abre a vídeo-aula com a seguinte questão: como nós educadores conseguimos lidar com essa questão da diversidade / pluralidade na escola?

Ela observa que o mais importante a ser pensado é: “quais são os valores contemplados para que uma educação que visa a diversidade seja possível?”

No Brasil a diversidade é marcante tanto nas escolas como na sociedade como um todo: se antes a escola era para um pequeno grupo agora temos todos os setores sociais na escola.

A primeira dificuldade em relação à discussão a respeito da diversidade é que termos variados são utilizados: diferença, diversidade, pluralidade, multiculturalismo...
Mas o importante é ressaltar que, embora esses termos trabalhem com a mesma questão que é o grande número de diferentes culturas, etnias... cada um desses termos traz diferenças epistemológicas bem distintas.

Outra dificuldade que causa grande tensão é a decisão a respeito do que deveria ser contemplado na escola:
a igualdade de todos? Ou
a diferença de cada grupo específico? Ou
a diferença de cada uma das identidades?
Essa é uma questão difícil, mas deve ser possível através de algumas ações e muita criticidade.

A professora passa, então, a apresentar três categorias da diversidade definidas pelos autores Silvia Duschatzky e Carlos Skliar em “O Nome dos Outros: narrando a alteridade na cultura e na educação”
- o outro como fonte de todo mal (e cita exemplos, como a visão nazista)
- o outro como sujeito pleno de uma marca cultural (como se não tivesse outras características)
- o outro como alguém a tolerar (sem que a diferença seja trabalhada; apenas aceita-se a coexistência)

A professora afirma que devemos lembrar que a escola é uma instituição cultural muito privilegiada pois através dela nós podemos tanto enaltecer os preconceitos como criticá-los: isso depende de uma série de ações tomadas não só em sala de aula mas por todo ambiente educativo.




Como ilustração do que foi dito, a professora apresenta uma charge de autoria de Tonucch que mostra como muitas vezes nossa avaliação ou nosso trabalho em sala de aula torna-se muito arbitrário afinal só julgamos o normal e o correto aquele que é igual a nós, tornando a diferença impossibilitada ou relegada até à violência (que é o grande problema quando não sabemos lidar ou quando não estimulamos essa questão como deveríamos).


A professora passa a citar diretrizes do âmbito federal sobre essa temática mas antes contextualiza que, embora a diversidade no Brasil seja bastante notória desde os tempos da colonização, só há muito pouco tempo que essas questões chegaram às diretrizes educacionais e só chegaram pela luta de grupos (principalmente do movimento negro e do movimento indígena, além de vários outros movimentos que lutam seja pela sexualidade ou que atuam no âmbito religioso). Ou seja, sem a luta desses movimentos, talvez essa questão das diferenças ainda não seria assunto educacional, talvez não fosse levada em consideração na abordagem curricular.

Somente na constituição de 1988, na redemocratização, é que o tema da pluralidade passou a ser abordado (ainda de forma discreta): um artigo que determina que o ensino de história do Brasil deve levar em consideração todos os povos e etnias que compõem a nação brasileira.

Em 1996, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) apresenta alguns parágrafos destinados a esta questão da diferença mas com um foco maior na questão da educação indígena (também pela militância desse movimento).

Somente em 1998, com a publicação dos parâmetros curriculares nacionais, a pluralidade cultural passa a ser um dos temas transversais da educação brasileira ao lado de ética, saúde, meio ambiente, sexualidade, trabalho e consumo.

A partir de 1998, a pluralidade cultural aparece como um dos temas a ser tratado como tema transversal na nossa educação (tema transversal não significa uma matéria que deve ser diretamente aplicada, mas um tema que atravessa todos os segmentos da nossa educação).

Em 2003, a assinatura da lei 10.639 traz a obrigatoriedade da educação de história da áfrica e de cultura afro brasileira nas escolas. Essa lei é um grande marco, principalmente pela militância do movimento, e ela será ainda complementada, em 2008, na lei 11.645 que estende essa mesma obrigatoriedade também para a cultura indígena.

Dois anos mais tarde, em 2005, é publicada a Diretriz Curricular Nacional para Educação Étnico Racial e para a história da África e cultura afro-brasileira. Nessas diretrizes encontramos uma série de demandas trazidas pelo movimento negro para que a questão da discriminação e preconceito racial fosse melhor abordada nas escolas.

Em 2007, outro marco: a publicação do programa ética e cidadania que também traz uma série de elementos como inclusão, direitos humanos, ética, cidadania... através de textos de autores consagrados e traz também algumas ideias de atividades para que esse trabalho seja contemplado no âmbito das escolas.

Em 2010, a assinatura do Estatuto da Igualdade Racial que não é diretamente vinculado à educação mas traz preceitos que nos ajudam a pensar melhor em algumas demandas no âmbito educacional.
A professora destaca três conceitos que o estatuto traz:
-definição de discriminação racial;
-definição de desigualdade racial e
-a proposta de autodenominação (“população negra é formada por todas as pessoas que assim se classificam”).
Entretanto, observa a professora, o tema mais polêmico não entra no estatuto da igualdade racial que é a questão das cotas raciais.

Concluindo, a professora afirma que devemos pensar quais são as questões que devem estar em contato com os educadores quando esse tema da diversidade da pluralidade nas escolas é abordado e ela destaca três questões que parecem estar bastante presentes no ambiente escolar: o que fazer na escola quanto à temática da pluralidade? será que nós educadores conseguimos lidar com todas as diferenças? é possível ensinar sobre o outro sem tornar o outro alguém exótico?
A professora diz que prefere terminar com dúvidas a terminar com proposições pois trata-se de um tema ainda em construção.
Fica, por fim, a busca tanto pela universalidade dos direitos para todos como pela particularidade dos direitos baseado nas especificidades, afinal, estamos procurando sempre que as escolas sejam mais justas.



DOCUMENTO:
ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL

vídeo-aula 23: assembleias escolares

Neste vídeo, produzido pelo MEC e pela TVE, apresenta-se a proposta das assembléias escolares, como o momento institucional da palavra e do diálogo. Sua implementação solicita a transformação das relações interpessoais, ao mesmo tempo que intervêm na construção psicológica e moral de seus agentes. Com as assembléias atinge-se a finalidade de promover a participação das pessoas nos espaços de decisão e de democratizar a convivência coletiva e as relações interpessoais.




Segundo os alunos, assembleia escolar é: reunião para discutir as coisas boas e não boas, onde a pessoa pode colocar "tudo pra
fora" sem magoar ninguém.

A assembleia escolar é uma forma de garantir a participação do aluno no seu proceso de desenvolvimento moral.
A assembleia é principalmente um espaço de diálogo.
Objetivo: trabalhar os valores democráticos e os conflitos cotidianos, mas através do diálogo.

A escola tem participação importante na formação ética e moral dos alunos.

O Professor Ulisses destaca três tipos de assembleias escolares
1. assembleia de classe: tem como função regular as relações entre os alunos na própria sala de aula.
Regra: criticar os fatos e não pessoas.
A assembleia é uma tentativa para resolver problemas mas para também felicitar-se pelas coisas boas pois um grupo vive de coisas
boas e ruins.
O professor tem um papel importante, é o coordenador da assembleia, mas abre-se o espaço para que as crianças saibam falar sobre o
que as está agradando ou desagradando e para que elas, juntas, busquem soluções.

2. assembleia de escola: tem representantes de todas as turmas, dos professores, dos funcionários e da direção.

O benefício mais imediato é uma diminuição da indisciplina e da violência, mas isso é uma consequência.

Mas a prática das assembleias não elimina os problemas. Ela torna os comportamentos indesejáveis menos frequentes e, por isso,
mais aceitáveis, afinal, ocorrem em menor quantidade.
O maior benefício da prática das assembleias escolares é a construção de valores por parte das crianças.

3. assembleia de docentes: os professores se reúnem, com a participação da direção, com uma pauta pré definida que pode ser sobre o convívio ou sobre alguma questão pedagógica.
A assembleia dos professores, além de auxiliar nos conflitos e dificuldades entre os professores, faz com que os professores passem pela mesma experiência por que passam as crianças.

É preciso que os professores estejam dispostos a aceitar a participação dos alunos e que os professores queiram ouvi-los. A participação deve ser vista como um valor.

Vídeo-aula 20: Violência e educação UNIVESP TV: Violência nas escolas - Flavia Schieling


A aula discute a importância do diagnósitco sobre as práticas de violência que acontecem na escola (onde, quem, com quem, contra quem) para construir alternativas de ação, verificando o que a escola pode fazer e quais os parceiros (conexões) necessárias.




A primeira questão que a professora coloca é que não é fácil falar sobre violência.
A violência, por definição, emudece os sujeitos pois quebra os discursos. Todo discurso, diante de uma situação de violência tornam-se fracos e ineficientes.
Por isso não é fácil falar sobre violência.

“Se puderes olhar, vê.
E se puderes ver, repara.”
Saramago, Ensaio sobre a cegueira


Há a sensação de que a violência é uma fatalidade que dominou o mundo.
Mas é possível fazer algo, não é uma fatalidade, podemos agir.

Precisamos conseguir colocar em palavras (em discurso) o que acontece (diagnóstico) e aí podemos imaginar conexões, possíveis formas de ação.

É necessário ter uma precaução: a escola precisa saber o que lhe compete e o que não lhe compete. O que ela pode e o que ela não pode fazer.

È preciso, através do estudo da queixa, identificar o que é realmente violência na escola (diagnóstico correto).

Quais são as violências que aparecem no cotidiano escolar: há múltiplas formas de violência.


Há violências que estão no entorno da escola, podem repercutir dentro da escola, mas não são produção da escola (violência extra-escolar).

Outra violência do entorno e que penetra na escola é a violência que ocorre dentro das famílias.

A violência da discriminação também permeia o ambiente escolar.

A distância entre alunos e professores também pode ser vista como uma situação de violência.

Além de identificar qual o ato de violência, é preciso identificar: Onde? Quando? Com quem? Contra quem? ocorre a violência.

Vídeo-aula 19: Podem
 a 
ética 
e 
a 
cidadania 
ser
 ensinadas? - José Sérgio Carvalho






Muitas vezes, acreditamos ser a preocupação com a formação ética mais uma das novas atribuições da escola, em função de sua crescente presença na contemporaneidade. No entano, esse tipo de preocupação remonta pelo menos ao início da tradição do pensamento ocidental. A possibilidade e os desafios da formação ética foram tema recorrente dos diálogos e escritos de filósofos, escritores e poetas da Grécia Clássica. Destacamos alguns trechos desses diálogos, cuja leitura pode ainda guardar interesse para nós hoje.




O Professor inicia a aula retomando o conceito que havia na Grécia antiga a respeito da formação ética.
A formação ética não é um “problema” novo para a escola: na Grécia antiga já havia a ideia de que precisamos ser formados para a ética, ou seja, deve fazer parte de nossa formação.
Fazendo um paralelo com o que aconteceu no mundo grego, em que a discussão sobre a necessidade da formação ética somente passou a ser uma preocupação que precisava ser debatida, o Professor afirma que enquanto a escola pública brasileira era restrita, o problema da formação ética não entrava em debate. Esse debate só ocorre no Brasil após a expansão do ensino.

O professor apresenta duas questões contraditórias:

Quem é o mestre nas qualidades de homem ou de cidadão?

Como que nós professores podemos renunciar a formar os nosso alunos em direção das virtudes públicas e das virtudes privadas?

A ética é formada por práticas sociais que nós herdamos de nosso entorno social. Então, a formação ética dos alunos conta com a participação dos professores e do entorno social. E ocupar-se da formação ética dos alunos cabe a todos que estão no ambiente escolar.

A formação ética não está separada do conteúdo escolar tradicional. È pela prática não discursiva do professor que ele ensina atitudes.

A formação ética é uma formação de hábito e não um ensino de informação O mesmo acontece com os vícios, o racismo e os preconceitos: são ensinados pelas atitudes, pelo exemplo.


Vídeo-aula 16: A 
construção 
de 
valores 
e 
a 
dimensão
 afetiva - Viviane Pinheiro

Apresentamos, nesta vídeo-aula, a perspectiva da afetividade como organizadora do pensamento e, desta forma, como parte fundamental na construção de valores. Ao final, apresentamos algumas indicações de trabalho com os sentimentos na escola.







Piaget (1953) já sinalizava a integração entre inteligência e afetividade, porém, para ele a afetividade funcionava como fonte de energia para a cognição, ou seja, tem um aspecto motivacional, mas não modifica a estrutura.
Mas a professora observa que ambos precisam de motivação.
Em seguida cita uma pesquisa da Professora Valéria Amorim Arantes que identificou a importância da perspectiva cognitiva afetiva, ou seja, que o sujeito não dissocia a afetividade de cognição e de que as duas atuam juntas no funcionamento psíquico. A afetividade não é só motivacional, ela também organiza esse psiquismo humano.
Ela propõe então uma reflexão sobre os sentimento de vergonha e de culpa.
Diferenciando-os, a professora afirma que a vergonha está relacionada à visão do outro enquanto que a culpa estão no campo da auto-avaliação. Na vergonha a vontade é de esconder-se e a culpa requer uma conversa, um esclarecimento.
Aproximando-os, observa que ambos são sentimentos morais e regulam os valores morais. Ambos são tidos como emoções negativas e internas.
Os sentimentos devem ser objetos de conhecimento a serem trabalhados na escola na busca por um ambiente escolar saudável. Para isso é necessário não minimizar os vínculos afetivos mas sim valorizá-los.
Também é necessário realizar trabalho visando os sentimentos morais possibilitando a construção de valores como o de tolerância.
Sentimentos positivos motivam o sujeito a resolver os problemas de forma mais ativa e não passiva.
Uma escola emocionalmente saudável contribui para uma sociedade mais harmoniosa.

Vídeo-aula 15: Dimensões constitutivas do sujeito psicológico - Ulisses Araújo

Nesta vídeo-aula, vamos discutir a multidimensionalidade constituinte do psiquismo humano, e como as dimensões cognitiva, afetiva, sóciocultural e biológica se articulam no funcionamento psicológico para explicar a complexidade de nossos pensamentos e ações.






Existe uma questão muito forte que afeta o dia-a-dia da escola: quem é o aluno com quem interagimos no dia-a-dia?
Existe uma tendência de teorias de diversas áreas que, de uma certa forma, reduzem o que é o ser humano a um de seus aspectos constitutivos.
A partir de estudos de teoria de complexidade surge uma tendência de se buscar uma explicação mais complexa, ou completa, para entender quem é o ser humano. Isso é importante para entendermos o papel dos valores na constituição de nossa personalidade.
O sujeito psicológico é o sujeito real, não idealizado por um estudo, e que interage com um meio.

O sujeito psicológico é constituído de uma consciência e não consciência.
Quatro dimensões constitutivas do sujeito psicológico:
Biológica
Afetiva
Sócio-cultural
Cognitiva

Teorias que trabalham com a redução costumam pegar um desses aspectos, uma dessas dimensões, e utilizá-lo para explicar todos os fenômenos ligados ao sujeito.

Precisamos ter em mente como o sujeito é complexo e é preciso ser compreendido em sua complexidade. Em determinados momentos, algum dos aspectos sobressai, mas não o determina. Essa compreensão é importante para compreender o processo de construção de valores.
É preciso olhar para cada aluno como um sujeito complexo, sem determinação. A cultura não é determinante, mas contribui para sua formação. Ela tem um organismo que interage com o mundo o tempo todo.
É preciso amenizar a leitura que fazemos de nosso alunos.


Não sei quantas almas tenho
Fernando Pessoa

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Vídeo-aula 12: perspectivas atuais de educação em valores - Ulisses Araújo

A educação em valores precisa para ser efetiva precisa ocorrer em todos os momentos da vida escolar, e não apenas em momentos específicos ou por meio de disciplinas. Para isso, precisa estar articulada com a comunidade do entorno da escola e ser baseada em situações da vida cotidiana das localidades onde vivem os estudantes.





Como esse processo de educação em valores pode se dar no dia-a-dia das escolas?
Como toda a comunidade escolar pode (e deve) se envolver o processo de construção de valores?
Primeiro ponto é uma articulação entre escola e comunidade através de movimentos para colocar o processo de educação em valores no cotidiano da comunidade:
Gestão por meio de um Fórum;
Para “fora” da escola;
Para “dentro” da escola;
O protagonismo dos estudantes.

Fórum: tem como papel essencial articular os diversos segmentos da comunidade, escolar e não-escolar, que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno das temáticas de ética, democracia e cidadania no convívio escolar, focando de forma específica quatro eixos de atuação: ética, convivência democrática, direitos humanos e inclusão social.

Educação comunitária: um olhar sobre o entorno da escola. A escola é levada para fora de seus muros.

Currículo e cidadania: trazer o que foi visto do lado de fora para dentro da escola dentro da dimensão dos valores (estabelecido pela comunidade no fórum).

Protagonismo juvenil: o professor deixa de ser o detentor do conhecimento e o aluno passa a ter um papel mais ativo.


É necessário impregnar o dia-a-dia dos alunos com a preocupação dos valores. Isso não garante que eles os incorporem. Mas aumenta a probabilidade.

Vídeo-aula 8: a construção psicológica dos valores – Ulisses Araújo

O que são valores, numa perspectiva psicológica? Como são construídos e quais valores deve a sociedade priorizar nos processos educativos? Estas são algumas das questões abordadas nesta vídeo-aula.





É possível uma educação em valores?
Como se dão os processos de construção e apropriação de valores?
Quais valores devem as escolas ensinar?

É possível uma educação em valores, mas é preciso compreender como se dá esse processo.

“Os valores referem-se a trocas afetivas e surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos e/ou pessoas.” (Piaget, 1956)

Professor Ulisses reformula a definição: Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e/ou pessoas, e/ou relações e/ou sobre si mesmo.

A questão dos valores tem relação com a dimensão afetiva.
O valor surge com a projeção do sentimento.

Durante toda nossa vida construímos valores que irão constituir em sistemas que, por sua vez, constituem nossa personalidade.

Há uma diferença de intensidade relacionada aos valores.

Sentimentos morais exercem o papel de regular as relações intra e interpessoais.

Desde o nascimento, vamos construindo valores e, de acordo com a intensidade desses valores (quanto mais o sujeito gosta de algo) mais central será a posição do objeto em sua personalidade.

Os valores não são estáticos. Podem mudar no transcorrer da vida ou em uma mudança de situação.

Uma pessoa pode mudar um valor de central para periférico (e vice-versa) em qualquer momento de sua vida. Os valores podem se reconfigurados. Não são determinados em nenhum momento da vida.

A escola, como agente da sociedade, precisa estabelecer alguns valores que ela julga essenciais para se trabalhar como essenciais na personalidade.

É preciso saber como trabalhar (valores socialmente desejáveis precisam tornar-se alvo da projeção de sentimentos positivos da criança) e quais valores trabalhar (valores socialmente desejáveis / Declaração Universal de Direitos Humanos). Para isso a escola precisa ser reconfigurada.

Vídeo-aula 7: Educação e ética – Carlota Boto

A aula Educação e Ética procurará abordar alguns princípios relacionados ao tema da ética quando aplicado ao domínio da educação. Pensar a ética na escola significa meditar sobre as relações institucionais como um todo: a relação dos professores entre si; destes com os diretores e com os funcionários da escola; a relação entre professores e alunos; e finalmente a relação dos estudantes entre si. A despeito dessa complexidade que o tema evidencia, procurou-se restringir o campo da análise à questão dos procedimentos mediante os quais o docente poderá problematizar o tema da ética e dos valores com seus estudantes. Educar e produzir a cultura especificamente escolar requererá, de todo modo, eleger saberes e valores com os quais se dirigirá o processo de ensino-aprendizado. Meditar sobre isso é o objetivo desta aula.






Introdução da vídeo-aula
Segundo a vídeo-aula, “a ética na educação escolar envolve a interação entre todos os sujeitos no ambiente escolar, dentro do coletivo institucional.
“A escolarização é uma travessia: a primeira sociabilidade acontece na família e a escola é a transição entre a família e a sociedade, a vida pública.”

Autoridade e liberdade
Para tratar do conflito entre a autoridade e liberdade, a Professora Carlota reflete que “a criança é regida por regras interiores. Como passar do tempo as regras são interiorizadas até a autonomia.
A ética se estabelece pelos exemplos e não pela teoria. O professor, querendo ou não, não trabalha apenas saberes, mas também com valores.”
Mais algumas considerações sobre a ética:
Na antiguidade, estava próxima da virtude. Cabia ao campo da política: bem comum, na vida coletiva.
Em frente a situações que implicam escolhas: é importante colocar-se no lugar do outro.
É construída como um hábito.
Tratamento pela igualdade sendo reconhecida a diferença: diversidade, pluralidade, fraternidade.
Viver de maneira a não ferir o outro.

Alguns questionamentos (reflexões):
Como e por que a ação torna-se moralmente correta?
Que critérios usar para julgamento?
O que fazer para alcançar um patamar de justiça que regule minhas ações?

“Esse patamar” (a ética estabelecida) “deve visar a felicidade de todos.”

Na escola:
Contrato pedagógico, pacto para que a classe sinta-se partícipe do projeto: regras elaboradas conjuntamente
Afinal, a escolarização também ensina patamares de comportamento (currículo oculto)
O conjunto de valores éticos não devem ser confundidos apenas com regras para se ter obediência.
O professor deve ganhar autoridade não pela obediência mas pela adesão do aluno.

Conclusão
A infância tem ganhado lugar de respeito, mas ainda não completamente. O currículo fechado cala o aluno. Perde sua colaboração.

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A escola é uma fase importante para a integração social do indivíduo e ela atua não só através da “transmissão” de saberes mas também na formação ética de seus alunos.
Cabe à escola entender que os valores éticos não são simplesmente ensinados, mas devem ser vivenciados até serem interiorizados.
A formação ética do indivíduo visa uma sociedade ética, ou seja, uma sociedade composta por pessoas que valorizam o bem estar do outro.
A escola deve ser composta por sujeitos que valorizam o bem estar do outro.


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Vídeo-aula 4: A escola e a construção de valores morais – Profº Ulisses

Pensar na construção de escolas democráticas que almejem a construção de personalidades morais nos leva a compreender alguns dos diversos fatores que interferem neste processo dentro do cotidiano escolar. Sua identificação auxilia na compreensão da complexidade das relações presentes no cotidiano escolar e na busca por formas mais realistas de intervenção na educação para a cidadania. Os aspectos identificados, que serão abordados nesta video-aula, são: os conteúdos escolares; a metodologia das aulas; o tipo e natureza das relações interpessoais; os valores; a auto-estima e o auto-conhecimento dos membros da comunidade escolar; e os processos de gestão da escola.







Escola e sala de aula: como a escola pode atuar nessa dimensão dos processos de construção de valores de cidadania?



O Professor Ulisses inicia a aula com uma afirmação: para que a escola cumpra, efetivamente, seu papel de promover uma educação em valores para a cidadania, a escola precisa estar atenta a sete aspectos ou sete dimensões diferentes. Não basta simplesmente dar uma lição de moral, ensinar o que é certo, o que é errado. É preciso atuar de forma interdisciplinar, transversal, sobre temáticas que abrangem o dia-a-dia de toda instituição escolar.

Primeiro aspecto: os conteúdos escolares
A inserção transversal e interdisciplinar de temáticas de ética, direitos humanos, inclusão social e convivência democrática.
O currículo da escola é um currículo que não privilegia o trabalho com valores.

Segundo aspecto: metodologia das aulas
De que adianta ter uma escola com currículo excelente, se o professor dá aula da mesma forma? Em que um detém o conhecimento enquanto que o outro apenas obedece àquele conhecimento que está sendo transmitido (relação unilateral)? Isso não faz sentido porque uma das coisas essenciais para o desenvolvimento da moralidade, para a construção de valores é exatamente o aprendizado do diálogo, que as pessoas aprendam a trabalhar de forma colaborativa, em prol da comunidade, em prol da sociedade. É preciso introduzir esse tipo de perspectiva na própria metodologia das aulas através de três características indispensáveis às aulas: construção coletiva do conhecimento, diálogo (pessoas que conversem no mesmo nível), papel ativo (busca de informação no mundo real).

Vídeo METODOLOGIA OU TECNOLOGIA?



Terceiro aspecto: quais valores trabalhar?
O professor afirma que temos um “manual” bastante eficaz para ser utilizado pela escola, um guia de referência: a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Quarto aspecto: relações interpessoais
É preciso construir em sala de aula (trabalhar para que) sentimentos como de respeito, autoridade e admiração sejam construídos na relação do dia-a-dia.
Admiração é o sentimento que promove a identificação entre a pessoa respeitada e a que respeita (autoridade). Para haver de fato respeito e que a autoridade seja constituída, é preciso ser construída uma relação de admiração, isso pode se dar pelo conhecimento que o professor demonstra e também pela forma justa, correta com que esse professor lida com seus alunos. Assim estabelece-se relações democráticas dentro do ambiente escolar e o estabelecimento dessas relações contribui para para a formação de valores socialmente desejáveis.

Quinto aspecto: auto-estima
ponto de partida: a auto-imagem
Cada ser humano constrói para si uma imagem que julga representá-lo, com a qual se identifica e se confunde (Harkot-de-La-Taille, 1999).
Em nossa consciência encontra-se a auto-imagem e o que cada um sente sobre si mesmo: a auto-estima.
Cada ser humano constrói uma imagem de si que tem a ver com o que pensamos de si mesmo, sua auto-estima. Uma pessoa, para ser ética, para trabalhar com valores de cidadania, precisa acreditar em si, ter uma auto-imagem positiva e levar isso para a consciência. E isso é um trabalho que a escola precisa fazer: a escola precisa reforçar a auto-imagem positiva dos alunos. Geralmente ela age contra isso quando discrimina o aluno (lento, devagar, deficiente, problema neurológico). Se a escola reforça uma auto-imagem negativa, dificilmente essa pessoa vai querer agir em prol do coletivo, pois se sente rebaixada pelo coletivo.


A solidariedade e o senso de responsabilidade são estreitamente dependentes do sentimento de justiça. Não se pode ser solidário com aqueles que se julga infinitamente privilegiados e mobilizar-se em seu favor quando sua sorte muda. Ainda aqui, os princípios de formação disputam com as lógicas de ação. Até um professor indiferente ao desenvolvimento do sentimento de justiça fora da escola não pode ignorá-lo hic et nunc, porque seu trabalho cotidiano depende disso.
(PERRENOUD, 2000a, p. 152)


Sexto aspecto: auto-conhecimento.
Tomada de conhecimento dos próprios sentimentos emoções é essencial para a construção da ética e da democracia escolar.
A pessoa precisa se conhecer e ter consciência do que sente. Às vezes ela ama e pensa que odeia; às vezes ela gosta e pensa que tem raiva... É preciso ter clareza do que se sente e de suas emoções.
O Professor cita duas estratégias para um autoconhecimento (uma reflexão e um exercício):
- “É fundamental que eu conheça os meus sentimentos inclusive para poder agir eticamente e para conhecer os sentimentos das outras pessoas.”
“Às vezes, um jeito de conversar em sala de aula humilha um colega meu e eu não tenho consciência disso, então, eu preciso me conhecer e saber como me sinto quando me sinto humilhado, quando sinto que alguém está me agredindo e ao mesmo tempo saber identificar isso nas outras pessoas. È fundamental que a gente aprenda a se conhecer.”
- Um exercício: folha em branco, ao meio, Um lado desenho de pessoa triste, do outro lado porque ela está triste. Em roda discutimos como ajudar essa pessoa. Nossos sentimentos e os sentimentos de nossos colegas. O que nos deixa tristes. O que nos deixa alegres.

Sétimo aspecto: processo de gestão escolar.
Uma instituição em que as decisões sejam centralizadas nas mãos de um pequeno grupo, em que as regras e o projeto acadêmico já se encontrem pré-determinados a partir dos valores e crenças de algumas pessoas não permite o diálogo e a reorganização constante dos tempos e espaços e a busca coletiva de novos e melhores caminhos para enfrentar os desafios cotidianos.
A escola tradicional, onde os valores são determinados por quem manda (pela direção, pelo coordenador, pelo professor), ou seja, já estão pré determinados - e não existe diálogo, discussão, tudo já vem pronto - não é um espaço democrático e impede o estabelecimento de relações de diálogo e de democracia dentro da escola. Isso não contribui para a formação de sujeitos heterônimos. A forma de ultrapassar isso é justamente o estabelecimento de relações democráticas dentro da sala de aula, onde as coisas são discutidas por meio do diálogo e da cooperação entre as pessoas.


Vídeo-aula 3: O juízo moral na criança - Ulisses Araújo

No caminho percorrido pela história das ciências, propostas interdisciplinares, multidisciplinares e transdisciplinares tiveram sua importância na construção de novos paradigmas. Nesta aula vamos tratar desse tema, e suas possíveis aplicações em sala de aula.


Base da aula: Jea Piaget: 1932 livro sobre como se dá o processo de construção de valores

"Toda moral consiste num sistema de regras, e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras."

1. a moral está vinculada às regras: uma pessoa moral é a que cumpre as regras da sociedade. Respeita a leis, normas e regras da sociedade. A moralidade humana (os valores humanos) têm relação com o cumprimento das leis e normas da sociedade.

2. respeito x obediência: não basta obedecer por medo de uma punição.

Processo de desenvolvimento do ser humano: a/nomia -> hetero/nomia > auto/nomia >
A pessoa nasce no estado de Anomia. Aprendemos desde que nascemos que a sociedade possui regras.
Heteronomia: a sociedade diz à pessoa o que ela pode ou não pode fazer. A fonte das regras é variada (hetero).
Autonomia: a pessoa entende que a sociedade possui regras, mas elas já estão internalizadas.

como a pessoas passa da anomia para a heteronomia:
1. coação
2. respeito unilateral: não necessariamente acontece no sentido oposto

respeito > amor e medo (de perder o amor)

Isso é fundamental, segundo Piaget, para que a criança construa essa heteronomia, que ela aprenda que ela precisa desenvolver regras, que ela precisa construir regras, que para viver em sociedade e para viver no mundo a gente precisa conhecer as regras que são estabelecidas por essa cultura e por essa sociedade na qual a gente vive.

O problema, de acordo com Piaget, é que em estados autoritários, ou sociedades autoritárias, autocráticas... geralmente as pessoas param o seu desenvolvimento nas fases de heteronomia, ou seja, muitas vezes a escola, a família, com este tipo de relação de coação de respeito unilateral, força as pessoas a obedecerem, a serem obedientes em relação às normas e regras, e essa pessoa vai ser sempre uma pessoa heterônoma, uma pessoa que simplesmente vai cumprir o que os outros mandam ela fazer, e nunca vai fazer as coisas porque ela sabe o que é o certo internamente, que é exatamente a meta, que a gente desenvolva os estados de autonomia, que seria a meta da educação do ponto de vista em valores.
E como, de acordo com o Piaget, que a gente vai trabalhar a construção dessa autonomia com as crianças, jovens e adolescentes?
Por outro tipo de relação, em vez de relações de coação, através das relações de cooperação, em vez do estabelecimento de respeito unilateral, de relações de respeito mútuo, onde essas relações de respeito que envolvem amor e medo elas são trabalhadas por todos os envolvidos naquela relação.

Como a pessoa passa para a autonomia:
- aprendendo cooperação , respeito mútuo (amor e medo)
- enquanto no respeito unilateral o que prevalece é o medo, na relação de respeito mútuo prevalece o amor.
- em vez da coação, a cooperação: o trabalho em mesmo nível, para cooperar.

Para que a criança saia do estado de heteronomia e caminhe para o estado de autonomia, paralelamente, é preciso que seja reduzido o egocentrismo.

A criança nasce egocêntrica, acredita que tudo gira entorno dela, não diferencia os outros dela.
quanto mais nova mais egocêntrica.
O convívio com as regras diminui o egocentrismo.
É preciso que a pessoa esteja menos centrada nela mesma para poder conhecer que existem os outros dentro da sociedade, e a partir daí desenvolver a autonomia.
O que geralmente acontece nas escolas, é que as pessoas confundem anomia com autonomia.
A pessoa que só faz o que está na cabeça dela não considera os outros, as regras , a sociedade.
O sujeito autônomo sabe que há regras, essas regras estão internalizadas, sabe o que é certo e errado, levando as regras da sociedade em consideração.


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ANEXO: Vídeo (ÉTICA X MORAL)


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